Gestão
Separar a conta PJ da conta PF: o erro que bagunça tudo
Misturar as duas contas não é desorganização — é o que faz a empresa parecer que dá menos lucro do que dá, e o sócio pagar imposto sem precisar.
É o hábito mais comum entre empresas pequenas: o dinheiro entra na conta da empresa e sai para o mercado, para a escola, para a farmácia. Parece detalhe. Não é.
O que acontece na prática
Quando o extrato mistura tudo, a contabilidade não consegue separar despesa da empresa de gasto pessoal. E aí, uma de duas coisas: ou lança tudo como despesa da empresa — e cria um problema fiscal —, ou não lança, e a empresa aparece com um lucro que não existe.
Nos dois caminhos você perde. No primeiro, a Receita pode glosar a despesa. No segundo, você paga imposto sobre um lucro que já saiu da conta.
O pró-labore é a ponte
O caminho certo de tirar dinheiro da empresa para uso pessoal tem nome: pró-labore — a remuneração do sócio pelo trabalho — e, quando cabe, a distribuição de lucros.
Os dois têm regra própria, tratamento tributário próprio e efeito diferente na sua aposentadoria. Sacar direto da conta não é nenhum dos dois — é uma retirada sem classificação, e é isso que dá trabalho depois.
Três consequências que aparecem depois
Crédito mais caro. Banco olha o extrato da empresa. Extrato misturado com supermercado e streaming lê como risco.
Sócio sem histórico. Quem nunca registrou pró-labore não constrói contribuição — e descobre isso perto de se aposentar.
Empresa sem número confiável. Sem separação, você não sabe se o negócio dá lucro. Está decidindo no escuro.
Como arrumar, começando hoje
Abra uma conta PJ e uma PF separadas. Defina um valor fixo de pró-labore. Passe as despesas pessoais para a conta pessoal. Leva um mês para a rotina pegar, e o efeito aparece no primeiro balanço.
Ficou com dúvida sobre o seu caso? Fale com quem cuida da sua contabilidade.
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