Tributos
Simples, Presumido ou Real: como o regime muda quanto você paga
Duas empresas do mesmo tamanho, no mesmo ramo, podem pagar valores muito diferentes de imposto. A diferença costuma estar no regime — e ele se revisa uma vez por ano.
Regime tributário é a régua que define como os seus impostos são calculados. Não é escolha de contador: é decisão de negócio, com efeito direto no caixa.
Simples Nacional
Reúne vários tributos numa guia só, com alíquota que sobe conforme o faturamento e varia por anexo.
Costuma pesar a favor de: empresa com faturamento menor, folha relevante e operação simples. Cuidado: nem sempre é o mais barato — em alguns anexos e faixas, ele perde para o Presumido.
Lucro Presumido
A Receita presume uma margem de lucro sobre o faturamento e cobra sobre ela, independentemente do lucro real.
Costuma pesar a favor de: empresa com margem maior que a presumida — porque paga sobre a margem presumida, não sobre o que ganhou de fato. Cuidado: se a margem real for menor, você paga imposto sobre lucro que não teve.
Lucro Real
O imposto incide sobre o lucro efetivamente apurado, com toda a contabilidade abrindo receitas e despesas.
Costuma pesar a favor de: empresa com margem apertada, prejuízo ou muitas despesas dedutíveis. É obrigatório acima de certo faturamento e para algumas atividades.
A conta que quase ninguém faz: o regime se compara com número, não com opinião. Com o faturamento, a folha e a margem dos últimos 12 meses, dá para simular os três e ver a diferença em reais. Muita empresa descobre que está no regime errado há anos.
Quando dá para mudar
A opção pelo regime é feita no começo do ano e vale para o exercício inteiro. Ou seja: quem descobre em julho que está no regime errado paga a diferença até dezembro. Por isso a revisão é de janeiro, e a conversa é de novembro.
Ficou com dúvida sobre o seu caso? Fale com quem cuida da sua contabilidade.
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